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Qual É A Boy Band Mais Importante Dos Anos 90?: Backstreet Boys vs. N’Sync

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A Billboard declarou na semana passada que era a “semana das boy bands.” E assim, está hora de revisitar uma discussão acalorada que nunca fui de fato resolvida: Qual era a boy band mais importante: Backstreet Boys…?

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… ou N’Sync?

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Boy bands existem desde sempre, e incluem bandas que conseguiram superar o termo (The Beatles!) e aquelas que sempre são associadas com o rótulo (Menudo!). Cada década tem a sua própria boy band: Os anos 60 tiveram os Monkees, os anos 70 tiveram o Jackson 5, os anos 80 tiveram o New Kids on the Block, os anos 2000 tiveram os Jonas Brothers e os anos 2010 tem o One Direction.

Mas quando se trata dos anos 90, havia um número excepcionalmente alto de candidatos à coroa. A maioria deles (LFO, 5ive) podem ser rapidamente descartados como notáveis perdedores. Depois disso, nós quase que certamente teríamos que dar medalha de bronze para o 98 Degrees. Mas na verdade, a batalha das boy bands dos anos 90 fica entra apenas duas candidatas: Backstreet Boys e N’Sync.

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Tanto os Backstreet Boys quanto o N’Sync são criações do maquiavélico desprezível, Lou Pearlman. Querendo criar a sua própria versão do New Kids on the Block, Pearlman procurou por talento até que ele formou os Backstreet Boys no início dos anos 90. Apesar de um começo devagar nos EUA, o grupo provou ser um sucesso na Europa antes de finalmente voltar para iniciar uma revolução de boy bands quando o álbum de estreia nos EUA, Backstreet Boys foi lançado em 1997.

Um raio caiu duas vezes no mesmo lugar para Pearlman, em 1998, quando a segunda boy band dele, N’Sync, lançou o álbum de estreia autointitulado.

Logo, ambos os grupos estavam dominando a cena pop durante o final dos anos 90 e até o início dos anos 2000. Naturalmente, devido às origens das carreiras de ambos, o nível de sucesso e o tempo sob os holofotes serem tão parecidos, eles ficaram para sempre entrelaçados no coletivo inconsciente da cultura pop. Mas estamos em 2015, e a gente precisa descobrir de uma vez por todas qual foi a boy band mais importante dos anos 90.

Para determinar qual boy band é a mais importante, muitos fatores têm que ser considerados: número de álbuns vendidos é geralmente onde a maioria das discussões começam. Vamos dar uma olhada nos números.

Vendas dos Álbuns

Quando o segundo álbum lançado nos EUA dos Backstreet Boys, Millennium, saiu em Maio de 1999, vendeu 1.135.505 cópias, batendo o recorde de vendas em uma semana que pertencia anteriormente ao gigante de vendas, estrela da música country, Garth Brooks.millennium

Isso deu início a uma nova moda de “álbum que vendeu mais rápido” (essencialmente, quem tinha a melhor vendagem na primeira semana) que todo mundo de Britney Spears a Eminem a Limp Bizkit de repente faziam parte. O álbum seguinte dos Backstreet Boys, Black and Blue, vendeu 1.591.191 de cópias, fazendo dos Backstreet Boys o primeiro artista a ter álbuns seguidos com vendas no lançamento ultrapassando um milhão de cópias.

Mas isso acabou não significando muita coisa em comparação com os seus rivais: o N’Sync fez história notavelmente quando eles venderam 2.415.859 cópias do segundo álbum deles, No Strings Attached, no final de Março de 2000.

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2,4 milhões de cópias! Isso é mais ou menos o mesmo número de cópias que o último álbum da Beyoncé — um dos álbuns mais vendidos dessa década — vendeu no total. Para um álbum vender 2,4 milhões de cópias em apenas uma semana hoje em dia exigiria uma poderosa mistura do artista certo no momento certo de sua carreira com marketing certo e um primeiro single com repercussão enorme. A Taylor Swift, e possivelmente a Adele, são as únicas artistas que podem ao menos esperar vender um milhão de cópias — uma grande conquista — em apenas uma semana.

Recordes foram feitos para serem quebrados, mas a menos que o público comece a comprar álbuns novamente (improvável) e/ou a Billboard mude radicalmente a metodologia para o que conta como venda de álbum (possível), o recorde de vendas em uma semana do N’Sync vai durar para sempre. E apenas para se ter um bom parâmetro, o N’Sync também tem a segunda melhor vendagem em uma semana da história: o terceiro álbum, Celebrity, vendeu quase 1,88 milhões de cópias quando foi lançado em Julho de 2001.

Portanto, o N’Sync deveria ser declarado o vencedor desse round. No entanto, apesar do No Strings Attached ter ganho a batalha, o álbum dos Backstreet Boys Millennium ganhou a guerra: as vendas totais para os álbuns estão em 12.250.000 para o Millennium e 11.160.000 para No Strings Attached. Além disso, as vendas acumuladas dos Backstreet Boys nos EUA, de acordo com estimativas cautelosas, superam em pelo menos cinco milhões de cópias as do N’Sync.

Por fim, devido a atividade contínua dos Backstreet Boys — eles lançaram um álbum novo recentemente em 2013 — eles conseguiram (desde a sua estreia nos EUA) acumular nove álbuns consecutivos que entraram no top 10; um feito que só um outro artista (Sade) pode bater. Então se estamos olhando apenas para as vendas de álbuns, deu empate nesse round.

Singles

Como mencionado anteriormente, os Backstreet Boys fizeram sucesso na Europa antes de conseguirem hitar nos EUA. No entanto, depois que eles pegaram o ritmo, eles conseguiram emplacar onze hits no top 40 dos 12 singles lançados até 2002, quando o N’Sync entrou em hiato. Os Backstreet Boys conseguiram colocar mais uma música no top 40, em 2005, com “Incomplete”.

Enquanto isso, o N’Sync emplacou um pouco menos de músicas no top 40 (nove, no total). No entanto, eles empataram com os Backstreet Boys no total de 6 singles no top 10. E mais impressionantemente, eles emplacaram um 1º lugar em 2000 com “It’s Gonna Be Me”.

Por outro lado, os Backstreet Boys chegaram somente até o #2, com “Quit Playing Games (With My Heart).”

Mas quando se trata de músicas chaves, o Backstreet Boys destrói o N’Sync. A música principal dos Backstreet Boys, “I Want It That Way,” foi um grande sucesso nas rádios em 1999; apesar de ter alçando apenas o 6º lugar no Hot 100 da Billboard, foi a música mais tocada no rádio americano por três semanas consecutivas.

Além disso, o legado da música é reconhecido constantemente: o VH1 a nomeou a 3ª melhor música dos anos 90, a MTV e a Rolling Stone a nomearam a 10ª melhor música pop de todos os tempos, e ainda foi indicada a Gravação do Ano e Música do Ano (um prêmio para compositores) no Grammy de 2000. Além disso, o clipe foi icônico o suficiente para ser hilariamente ridicularizado pelo Blink-182 no vídeo premiado deles “All the Small Things”.

Simplificando, “I Want It That Way” é uma das melhores músicas pop de todos os tempos.

Comparativamente, a música principal do N’Sync “Bye Bye Bye”, não tem a mesma importância pop. A música alcançou o 4º lugar no Hot 100 e também foi indicada para Gravação do Ano no Grammy. O clipe cheio de dança ganhou dois Video Music Awards — “I Want It That Way” só ganhou um.

Apesar de “Bye Bye Bye” ser uma música ótima, não surpreende que não compartilhe da consagração de “I Want It That Way” — a música apenas não está no mesmo patamar. Os Backstreet Boys ganhariam a guerra dos singles, ainda que por pouco.

Pontos de Estilo

Existem outros fatores menos concretos para serem considerados. Por exemplo, pode ser dito sem muita discordância que os Backstreet Boys eram vocalistas um pouco melhores (eles sempre se referiam a eles mesmos como um “grupo de harmonia vocal” e não como uma “boy band”), enquanto o N’Sync eram de longe os melhores dançarinos (um dos dois Video Music Awards que “Bye Bye Bye” ganhou foi para Melhor Coreografia). O N’Sync teve a oportunidade de alcançar um público enorme quando foi convidado para se apresentar no Super Bowl de 2001. Os Backstreet Boys tiveram uma participação hilária no filme Isso é o Fim (This is the End) do Seth Rogen.

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Os integrantes do N’Sync’s podem ser melhores em permanecer nos olhos do público individualmente (Lance Bass se assumindo gay, Joey Fantone se tornando uma personalidade da TV notável), mas eu acho que os membros dos Backstreet Boys são bem mais atraentes fisicamente. É basicamente um empate.

Mas na verdade, nada disso importa. O Backstreet Boys é uma boy band mais importante que o N’Sync, e por causa de um grande motivo: nenhum dos integrantes dos Backstreet Boys conseguiu ter uma carreira solo de sucesso.

Isso pode parecer paradoxal, um grupo sendo melhor se seus membros falham em atingir algum sucesso individual posteriormente. Mas tudo se resume ao contexto: os Backstreet Boys sempre foram vistos como uma unidade coletiva. Já o N’Sync, foi sem dúvida um grupo coeso na época, mas retroativamente se tornou Justin Timberlake e Amigos.

Todos os cinco Backstreet Boys lançaram material solo de uma maneira ou outra, mas nenhum deles teve sucesso longe do grupo (Brian Littrell teve um sucesso razoável nas paradas cristãs com o seu álbum Welcome Home em 2006).

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Nenhum dos singles solo dos Backstreet Boys alcançou o Hot 100, algo que até o irmão mais novo do Nick Carter, Aaron Carter, conseguiu três vezes. Sempre que um membro tentava se distanciar da marca Backstreet Boys, a apatia do público mandava uma mensagem clara: nós aceitaremos esse grupo somente como um todo coletivo.

O N’Sync, por outro lado, provou ser um treinamento para a carreira solo do Justin Timberlake: quando ele começou a carreira solo em 2002, ele traçou uma ascensão meteórica que permitiu que ele se tornasse um dos popstars mais amados desse milênio (até seu colega de N’Sync, JC Chasez, conseguiu atingir um sucesso moderado com seu álbum solo, Schizophrenic).

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Além do mais, aconteceu exatamente a mesma coisa quando o Michael Jackson saiu do Jackson 5 e quando a Beyoncé saiu do Destiny’s Child. Em cada caso, o prestígio anterior do grupo, não importa o tamanho, no fim das contas é ofuscado em comparação ao legado da superestrela solo. Assim que o Timberlake lançou o seu álbum Justified e se tornou um hit, o N’Sync estava para sempre condenado a ficar em segundo plano não só em relação ao Timberlake, mas também em relação ao Backstreet Boys.

Houveram dois outros componentes cruciais que ajudaram os Backstreet Boys a ganhar a guerra:

Primeiro, o N’Sync não continuou sem o Timberlake, nem imediatamente e nem anos mais tarde. Apesar de significar que eles não seriam a boy band mais importante dos anos 90, isso foi provavelmente uma decisão sábia. Alguns anos antes, as Spice Girls tentaram continuar como um quarteto depois de perder a Ginger Spice, somente para ver as vendas subsequentes nos EUA despencarem. Na melhor das hipóteses, lançar um quarto álbum sem o Timberlake teria sido uma boa maneira de concluir o que ficou pendente… na pior, uma tentativa patética de explorar até o último centavo o império do N’Sync.

No entanto, os grupos que continuam depois de perder um membro chave acabam recebendo um respeito incomum dos críticos e do público: as The Supremes ainda são lembradas com carinho porque elas conseguiram uma série de hits depois que a Diana Ross foi fazer carreira solo. Da mesma forma, o Van Halen conseguiu sobreviver à saída do David Lee Roth. E, talvez o melhor exemplo, a boy band britânica Take That se reuniu e teve uma segunda carreira de sucesso colossal, dez anos depois do Robbie Williams ter saído do grupo. A lista não tem fim. O N’Sync, no entanto, não quis (ou sabia que não podia) ter sucesso sem o Timberlake.

Em segundo lugar, a não ser por uma breve reunião no Video Music Awards de 2013, onde o Timberlake foi homenageado com o Video Vanguard Award, ele nunca voltou para o N’Sync.

A utilidade do grupo tinha acabado, e o superstar seguiu em frente. Ter voltado para o N’Sync teria sido um passo em retrocesso para Timberlake, apesar de elevar novamente o status do grupo. Nós queremos que ou o grupo ou o o artista solo tenha sucesso, mas não ambos — e certamente não ao mesmo tempo. Beyoncé é o maior exemplo disso: Depois de lançar uma carreira solo de sucesso com Dangerously in Love em 2003, ela voltou para o Destiny’s Child para um último álbum de estúdio.

Mas o Destiny Fulfilled pareceu uma recauchutagem. As músicas eram agradáveis o suficiente, e elas acabaram sendo um sucesso de boas proporções, mas pareceu supérfluo e desnecessário. A Beyoncé não tinha apenas não adicionado nada substancial ao legado do Destiny’s Child, mas ela também estava tomando tempo precioso de sua carreira solo de sucesso. Timberlake evitou tudo isso; ao fazer isso, o legado do N’Sync como uma plataforma de lançamento de uma estrela solo permaneceu congelado no tempo.

Devido a tudo isso, o Backstreet Boys sempre foi a boy band mais importante. Os seus álbuns podem estar vendendo progressivamente em menores quantidades, mas não importa: O que eles realizaram em seu auge, acompanhado do complexo N’Sync/Justin Timberlake, assegurou seu legado entre o público. A boy band é mais do que a soma de suas partes.

Deve ser observado que um debate Backstreet Boys vs. N’Sync só pode acontecer se ambas as bandas experimentaram um grau de sucesso relativamente parecido durante a mesma época. Comparar o Backstreet Boys ao N’Sync dá certo porque ambos tinham um enorme sucesso durante o início do novo milênio. No entanto, um debate parecido envolvendo o One Direction e o The Wanted sempre será parcial por natureza a favor do One Direction em razão do quanto eles são desproporcionalmente mais bem sucedidos em comparação com seus rivais. Do mesmo modo, apesar do New Edition poder ter sido uma boy band melhor nos anos 80, a onipresença cultural do New Kids on the Block faz deles a boy band mais importante daquela década. Na maioria dos casos vai ter uma vitória esmagadora, mas no debate Backstreet Boys vs. N’Sync, sempre foi uma disputa muito acirrada para o observador menos atento decidir.

No fim das contas, tanto o Backstreet Boys quanto o N’Sync vão ser lembrados por serem líderes icônicos de um império do teen-pop. Apesar do N’Sync ter tido a maior venda na primeira semana, terem sido melhores dançarinos e terem sido convidados para se apresentar no Super Bowl, eles vão ter que se contentar com a medalha de prata nas Olimpíadas das boy bands dos anos 90.

Se o Timberlake tivesse voltado para gravar mais músicas com o N’Sync — ou se a carreira solo do Timberlake nem tivesse dado certo — o N’Sync provavelmente seria lembrado como a boy band mais importante. Mas o Timberlake se tornou uma grande estrela solo e ele nunca olhou para trás. Nesse sentido, o Backstreet Boys, uma boy band que acrescenta mais do que a soma das suas partes, pode, conclusivamente, ser considerada a boy band mais importante dos anos 90.

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Caso encerado.

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